quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Falando sério..

“Nossa, faz tempo que não posto e bla bla bla..”

Pronto, começando mais um post...

Sei que tudo que eu escrever daqui pra frente parecerá loucura ou algo irreconhecível.
É engraçado como uma racionalidade pura pode te dar idéias que antes achava irracional.

Quase tudo deu certo para mim, mas mesmo assim nunca me senti tão ruim, tão instável, em toda minha vida.
Teoricamente só tenho o que comemorar.
Acabei a facul, estou praticamente formado. Arranjei um emprego antes de terminar a facul. Não foi estágio, mas sim CLT direto. Estou sendo bem remunerado (um pouco se considerar que é meu primeiro emprego, mas mesmo assim).

Não sei explicar... não consigo definir “exatamente” o que está me fazendo sentir tão mal.
Não tenho motivação. Algo está errado, me sinto mal e não vejo alternativas, por mais que elas estejam por toda parte.

Aproveitar esse espaço para tentar diagnosticar melhor. Para isso, separarei por “tópicos”. E já aviso, esse post será o maior de todos.

Imaturidade - Desde que fiz minha primeira entrevista de emprego, fiquei pensando "Po, será que era isso que eu queria?". Caramba.. tenho 21 anos, já estou na idade, porém me sinto despreparado. Não me refiro exatamente ao mercado de trabalho. Despreparado como um todo. Se por um lado, estranho como eu posso ter uma grande capacidade de ajudar os outros e falar coisas como se eu já tivesse vivido centenas de anos, me sinto imaturo. Fiquei pensando, e ainda não descarto a possibilidade, em fazer mais uma graduação.
Não pensando no meu currículo, do tipo “Ha, fazer mais uma graduação, terei duas e meu currículo ficará bonitão”, pois sei que não é verdade. Mas em fazer mais uma graduação para ter uma “desculpa” de ficar pelo menos 2 anos parado, sem me preocupar em trabalhar. De ter mais 2 anos para poder amadurecer melhor, para poder “curtir” um pouco mais.
Sinto como se a partir de agora não tivesse mais volta. De certa forma é verdade, de certa forma não. Vira e meche me sinto num beco sem saída.

Solidão – Esse esquema de trabalho está acabando com o pouco que eu considerava de “vida social”. Tenho contato com pessoas no trabalho. Me relaciono bem com todas as áreas. Esse tópico entra um pouco em um outro (ou outros). Agora está caindo um pouco mais a ficha. Se antes eu estava sozinho, tinha “tempo” para me ajudar. Talvez a minha falta de tempo atual não me permita filosofar tanto, para poder suprimir essa falta que sinto.

Falta de motivação – Aqui mora o perigo... Perigo porque nesses últimos dias minha concepção de “vida” mudou muito. Pode soar trágico, ou incomum (para algo que possa vir de mim), mas o que pude pensar sobre isso foi simples até demais. Procuro, porém não acho nada que me motive. Não consigo me animar. Não tenho nenhum “sonho”.
- “Ah, você não sonhava em ir pro Canadá?”
Sim, achava legal a idéia de poder morar em outro lugar. Porém não considero como um sonho, afinal a diferença de estar aqui ou lá seria a temperatura. Meu ponto de vista sobre essa situação não mudaria. Acho que até seria pior, pois eu estaria totalmente sozinho. Aqui eu pude contar com o apoio da minha família (principalmente da minha mãe). Claro que muita parte foi por ter internet e poder conversar com “psicólogos de plantão” no MSN.
Mas falando assustadoramente de uma forma bem direta. Falta de perspectiva, falta de motivação são perigosas, pois pra que eu ficar me sacrificando tanto? Para que me desgastar tanto? Não digo que estou passando por uma barra pior do que a dos outros. Mas psicologicamente, estou desgastado.
Se o que estou fazendo teoricamente é fácil. Não há nada de tão complicado e mesmo assim estou passando o sufoco que estou, qual seria minha perspectiva? Pra que ficar protelando?
Vendo a “vida” como um objeto, era simplesmente “virar a chave” e desligar tudo. Sinceramente? Não sei se é pelo momento, mas estou vendo a vida como um objeto. Não estou “triste” ou “deprimido”, mas posso falar que se não fosse pelo fato de ter parentes e me preocupar com eles, acho que já teria me matado.

“Oh meu deus, que drama” – É, de certa forma parece mesmo um exagero. Mas acho que vai de cada um. Como cada um enxerga as coisas. Não vou nem entrar no mérito do “Tem gente que daria de tudo para estar ‘sofrendo’ na mesma situação que a sua”, pois eu sei que isso é verdade, porém se sempre formos analisar as coisas com esse ponto de vista, não poderemos pensar em nada. Mas não consigo ver a vida como algo “mágico”.

Simplicidade – Nunca fui alguém que sonhou alto. Que pensava em grandes coisas. No máximo minha vontade de morar no exterior ou coisa parecida, mas, fora isso, nunca tive um grande “sonho. Uma “meta de vida”. Atualmente estou trabalhando em um emprego um tanto quanto bipolar. Uma hora está tudo perfeito, outra hora está tudo um lixo. Uma hora você está de parabéns, outra hora não. É estresse quase todo o dia e mesmo você se sacrificando, é capaz de ouvir alguma besteira.
Queria poder viver de alguma forma simples. Se falassem que dava pra sobreviver de fotossíntese era isso que eu iria fazer. Minha “meta de vida” - se é que pode se chamar disso – , desde que estava no 3° colegial, era simplesmente ter um emprego legal, o meu carro dos sonhos (Eclipse) e uma garota legal. Pronto. Não almejo a presidência de uma grande organização. De ser um símbolo mundial. Ganhar o Nobel da paz. Tendo essas coisas e me relacionando bem com meus amigos, não preciso de mais nada.
Acontece que, voltando para o mundo real, você tem que se preocupar em sobreviver. Se preocupar em fazer sua aposentadoria, que será algo que você vai passar toda sua “juventude” batalhando, para que você possa “curtir a vida” quando já estiver velho. Se preocupar com seu emprego, afinal o mundo vive em crise e o mercado de trabalho é extremamente competitivo.
Pensando nisso, me veio o filme “Carros”, da Pixar, na cabeça.

Mimado – Acho que tudo isso que escrevi, é a descrição de uma pessoa mimada. Por mais que eu saiba o valor do dinheiro, nunca tive que ajudar a pagar as contas de casa. Nunca tive que pagar minhas próprias contas. Nunca tive uma responsabilidade muito grande. Se bem que “responsabilidade” não seria tanto o meu problema, uma vez que a área que estou trabalhando exige muita, e aparentemente estou dando conta. Mas de vez em quando bate uma sensação ruim.

Resumo (ou tentativa de) – Estou escrevendo até agora, já que não tenho aula, nem trabalho para entregar na facul, porém já olhando pro relógio e vendo as horas passando e vendo que logo-logo serão 21:00 e já começarei a me “recolher”, já que tenho que acordar às 4:50, para pegar no batente às 06:00. Começar tudo novamente.
Não estou vendo graça em nada (não estou falando de “humor). Não tem nada que me motive. Nada que me anime. “Salário?” não é esse tipo de motivação que me refiro. Estou cansado. Cansado fisicamente, tentando me adaptar à nova rotina, e psicologicamente. Cansado de ficar sempre batendo nessa mesma tecla. De nunca estar bom, de todo dia tentar achar algo que me faça mudar de idéia e ver como as coisas estão boas e como vão melhorar.

Falo isso não como um “maníaco depressivo”. Não vou desligar meu computador, sair de casa, subir num prédio e pular. Ainda estou munido da racionalidade, que é “uma faca de dois gumes”. Mas sinto como se a “magia” tivesse acabado.

Acho que acabei esquecendo de algumas coisas que queria falar nesse post, então acho que terei que completar em algum outro dia.

Digitei no Word e tem algumas coisas que ele “corrige” por vontade própria e você nem percebe. Não estou com saco para revisar todo o texto

Para não deixar o outro post sem um fechamento. Sim, minha avó já faleceu e não, não foi em Julho. Foi em junho mesmo..


Hasta..

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Forçado" a postar

É, resolvi postar. Desta vez, porém, tenho o que escrever.. apesar de que não estava animado para colocar algo aqui. Acontece que são tantas (na verdade não muitas) coisas acontecendo que achei que deveria.

Na verdade são basicamente 4 coisas.. A mais simples delas é o semestre acabando.. falta 1 prova e já era..

Os detalhes estão nas outras 3.

De um tempo pra cá percebi o quanto o mês de Julho é um mês "amaldiçoado" para mim.
Meu avô por parte de mãe, o qual mesmo sem eu ter conhecido sinto como se fosse gostar dele, como se eu soubesse como ele era, me sentir como se fosse ele, morreu 10 dias antes de eu nascer.
Meu avô por parte de pai, o qual gostava muito e sinto ainda mais falta dele por achar que agora seria o momento em que eu poderia de fato aprender muita coisa ele, por ter a maturidade e quem sabe conseguir prestar mais atenção nas lições de vida que alguém como ele poderia me oferecer, morreu 2 dias após meu aniversário. Avô esse que mesmo quando estava fraco, sem conseguir falar, fez uma cara séria e bateu palmas quando contei que havia passado na ESPM.

É inevitável não lembrar disso e não pensar nisso, quando encontro minha avó, uma pessoa muito simples, alguém que perdi muitas vezes a paciência por manias dela. Achava que as manias que eram bobas, mas quem era bobo era eu que ficava bravo com coisas tão simples. Alguém que sei que gosto muito, mas não sei se algum dia consegui deixar tão claro o quanto sinto por ela. Alguém que, apesar da idade, sempre foi forte.
Sim, ela está com uma idade avançada, porém eu nunca serei aquele a perder as esperanças. Nunca fui e nunca serei. Só não gostaria de vê-la sofrendo desta forma. Nem ela nem minha mãe, presenciando isso.

Coitada da minha avó, que está internada no hospital por uma infecção hospitalar, onde estava apresentando melhoras, mostrando reação ao tratamento, quando descobrem um ferimento no estômago, possivelmente causado pela colocação e remoção frequentes do tubo de respiração, fazendo com que ela, nesse estado delicado, tivesse que passar por uma cirurgia... Resultado? Encontra-se em coma induzido.. Não me preocupo se realmente Julho é um mês amaldiçoado.. mas alguns achavam que ela não iria passar de Junho e estamos caminhando pra Julho.. Não tem problema ser em Julho, mas não poderia ser em Julho de 2020?

Sei que são coisas da vida, que quando chega nossa hora não há muito o que fazer e que, também, essa pode nem ser a hora dela ainda. Mas é algo que fica martelando que nem o fato de eu estar a 11 dias da minha cirurgia me faz ficar animado.

Não sei se é por esse desânimo que peguei uma bronquite nessa semana que passou. Que eu fui e voltei da casa da minha avó (parte de pai) a pé, mesmo sem conseguir respirar bem e quando cheguei em casa parecia que ia sucumbir ali mesmo, na sala.. tentando falar com a minha mãe para perguntar o intervalo necessário entre cada inalação e o celular não atendia.
Agora estou melhor, depois de ir na terça-feira de noite para o Pronto-Socorro com quase 39° de temperatura e praticamente sem conseguir respirar, ficar lá por aproximadamente 4 horas após tomar 3 injeções, fazer 1 raio-x e 2 inalações, se não melhorasse tava ferrado. Acabei chegando em casa a 1 da manhã da quarta-feira. Happy valentine's day.

Não estou pra baixo ou deprê. Continuo rindo, sorrindo, fazendo piadas, me divertindo.. mas esse tipo de coisa deixa uma nuvem negra em cima da gente, fazendo com que mesmo que estejamos rindo e tudo mais, basta olhar pra cima que você se lembra.

Sei lá..

"ânimo"...

E, como disse, faltam 11 dias.. não estou nervoso. Claro, era algo pelo qual estava esperando, mas essa reta final eu me sinto indiferente.. não ao acontecimento.. mas à espera em si..

Enquanto isso continuo tomando meus remédios e fazendo minhas inalações. O ruim é a tremedeira que dá depois. Ainda estou com um pouco de dor de cabeça e a temperatura um pouco maior que o normal (não estou febril, mas quase). Foi engraçado na apresentação do projeto na facul, eu mostrando mostrando para o meu grupo como o controle remoto pra apresentação funcionava e enquanto segurava, para mostrar o controle, eu tava tremendo auhuaeuh...

É.. fui

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O número "1".

Hoje não tenho nenhum assunto pra postar nem inspiração para criar um.
Estou postando pois há quem goste. Alguém com que não falo faz um tempinho e estou começando a desistir de mandar SMS, já que não sei quando recebe ou não já que as operadoras não conseguem sustentar um mero sistema de mensagens de texto... É irônico, pois crio raiva de um recurso tecnológico e utilizo outro como alternativa para falar não só besteiras mas o quanto eu fico "bravo" com uma outra.
Estou postando também pois acho que é minha vez de "cobrar" minha prima para que poste algo no blog dela. Se bem que lembro de ter lido que ela só postava quando estava com algum problema. Por mais que eu goste de ler e comentar o que ela põe eu prefiro que, caso ela realmente só poste quando está com algum problema, não poste nada. Afinal de contas pode ser um bom sinal.


É engraçado, que por mais que não tenha assunto e comece a escrever vejo que no final das contas escrevi bastante coisa, porém é fácil falar de nada. É possível ser lógico em um comentário sem dizer absolutamente nada, meus posts estão aí como prova. Claro que não todos, se eu só postasse lixo não me daria nem ao trabalho.

Estou numa "reta final".
1 mês para acabar minhas aulas
1 mês para, conseqüentemente, faltar apenas 1 semestre para acabar minha facul.
Dia 27 agora pode ser uma data muito significativa para mim, ou talvez me dê a data que tanto me significará algo. É engraçado... pensar que mudarei "tanto" sem mudar muita coisa (psicologicamente).

Após essa dia 27 provavelmente 1 mês de espera (pra mais).
Após 1 mês de espera 1 mês de recuperação. Onde completarei 21
To velho :/ .. não fico "triste" por isso, mas por pensar que tudo está passando muito rápido. Sempre fiz questão de que tudo passasse muito rápido, tenho a sensação de que após todo esse período tudo será diferente. Até porque não estarei almejando algo, mas sim "aproveitando".
Travei outro dia, quando fui calcular quantos anos meu gato preto tinha. Pensei "Ah, ele tem uns 8 anos" - Pausa... - "Quer dizer.. peguei ele na 7ª série, isso já faz uns...... 8 anos o.o " fiquei com essa cara uns 4 segundos.

Claro que esse mini-cronograma só acontecerá se tudo der certo. Mas sei lá, parece que algo resolveu parar de me "bloquear" e as coisas começaram a fluir bem. Tão bem que estranho.

É.. após tudo isso "Party all night until the sun comes out." ;P
Brincadeira ^^"


Projeto Canadá parado por enquanto... tenho que completar meu CV e até agora não tomei a iniciativa.. Quem sabe daqui a 1 ano eu esteja lá.


Bem, é isso aí. Idéias jogadas de forma aleatória porém com algum significado. Basta tentar interpretar (nada subliminar) para ver se faz sentido.

Blah...
:T

domingo, 11 de maio de 2008

Mensalão?

Hoje estou extremamente sem inspiração. Em um momento do dia até cheguei a ter, porém do nada ela foi embora e não deixou recado (levei um fora dela? :O !!!!)

Estava pensando se ia postar algo, porém foram certos sinais que me fizeram realmente postar. Quais?
1 - Hoje é domingo (pede caximbo), dia das mães.
2 - Hoje é domingo dia 11, ou seja.. 1 mês desde minha última postagem. (por isso o "Mensalão?" como título)
3 - Acabei de olhar para o relógio e eram 21:12. (aliás, toda vez que olho para o relógio do microondas tem algum horário bizarro)


Não tava pensando em fazer um post sobre as mães ou sobre o dia delas, seria muito clichê. Fora que não tenho muito o que falar da minha mãe, afinal de contas ela é a minha mãe, minha querida mamãe. Parafraseando Quico: "Mamãe querida!". Então seja o que for...

Assisti nessa semana, em um evento da facul, um filme chamado "Em busca da felicidade" (ou seria "À procura da felicidade"? No final do filme ninguém sabia responder, nem o google consegue) do Will Smith e parei pra pensar porque alguns filmes me afetam (esse apesar de tudo não me afetou, achei bem legal porém não me incomodou muito).

Vejo nos filmes uma oportunidade de aprendizado. Não digo de fatos históricos ou coisa do gênero, mas conseguir ter a percepção de como eu reagiria em uma determinada situação.
Já quase morri pelo menos 2 vezes e já escapei de acidentes inúmeras. Dizem que há vezes em que temos que levar um susto pra aprender alguma lição, felizmente comigo não é assim. Chego no limite do susto. Realmente levo um susto, mas sem acontecer o fato própriamente dito. Como se fosse uma segunda chance.

Pode ser um filme de ficção, como por exemplo o "Eu sou a lenda" - onde eu não vou dizer que aprendo alguma lição mas que ele me coloca numa situação realmente incômoda. Uma situação que pode até ser que nunca aconteça (não me refiro à extinção humana e um mundo controlado por zumbis/vampiros mas sim à sensação de solidão e tudo de mal que acontece) mas que é uma ferida que de vez em quando temos que mexer. - como também um filme como esse que assisti recentemente.

Esse último que vi (em busca/à procura da felicidade), acabei me identificando bastante. Claro, não cheguei ao ponto de morar na rua, mas sei um pouco o que eles passaram, mais pelo lado do filho. Consigo imaginar como que o pai se sentiu, pois me vi numa situação parecida, porém meu ponto de vista seria mais para o do filho já que esse era meu papel real.

Alguns dos que estavam vendo o filme no auditório eram pais (pais mesmo, não pai dos alunos). Até estava sentado ao lado de um amigo que já era pai. E tinha determinadas partes que você via que ele conseguia sentir a frustração do pai e pensava alto "Que foda....".
Posso dizer que sinto o que o pai sentia pois eu compreendia a dificuldade que passávamos (e de certa forma ainda passamos, mas não tanto quanto antes, é claro).

Fico pensando como seria se eu virasse pai. É estranho.. se vê tantos "Super nanny" onde os pais irresponsáveis não souberam controlar seus filhos a ponto de terem que se "sujeitar" a aparecerem em um programa de TV (existem aqueles que gostam de aparecer), mas quando eu penso no momento em que eu for cuidar do(s) meu(s) filho(s)(a(s)) não consigo imaginar ter tanto problema. Me vejo mais como um amigo. Na verdade nem me vejo muito, afinal de contas isso está bem longe de acontecer. Espero dar conta do recado.

Como disse, não estou muito inspirado.. mas pelo menos coloquei algo aqui.
Sexta-feira fui a uma consulta um tanto quanto importante. Próxima só dia 27 e talvez eu volte com um data. É, veremos.

Não tenho muito o que falar (digitar)...... Melhor parar por aqui antes que eu fale mais besteiras.

Mais uma vez não revisarei meu texto por pura questão de preguiça.

Bjos e/ou abraços.

Hasta o/

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Mês novo baboseira nova.

Aparentemente as coisas deram uma acalmada. Fiquei devendo um post "até domingo", mas infelizmente acabei esquecendo.
Esse semestre está um tanto quanto tenso. Mais especificamente em relação à faculdade. Algumas pendências para resolver, alguns trabalhos para entregar. Resumindo... tudo normal.

Preciso atualizar meu currículo para poder enviar para uma conhecida que está me ajudando na operação "Sair do Brasil".

Não sei por que, mas me sinto mais comunicativo.. não em palavras, já que minha falta de inspiração está mais do que evidente. Sinto que algo está mudando em mim mas não saberia dizer. Me sentindo mais responsável, mais maduro, sei lá...

Algo que gosto na faculdade é que nos trabalhos em grupo (como costumo fazer sempre com o mesmo) minha opinião tem valor. Claro que de forma igual em relação a todos os membros, mas é engraçado estar em um grupo onde eu sou o mais novo mas minha opinião é levada com seriedade. Não só nos trabalhos, mas nas discussões fora do âmbito acadêmico. Mas sempre com as mesmas pessoas.

Claro que não vou falar que fora da faculdade minha opinião não tem valor. Há pessoas que dão valor para o que eu digo. Mas fora essas excessões, muitas vezes dou minha opinião e parece ela que não é levada tão a sério. Tantas vezes que chego até me questionar, afinal de contas se é algo freqüente então devo falar apenas besteira.

Costumo ser aquela pessoa mais brincalhona, que faz piadas e tudo mais, talvez isso reduza minha "credibilidade"... se bem que na faculdade sou quem sou, mas mesmo assim tenho importância. É engraçado, pois se tento convencer os outros (na faculdade) que aquilo que penso está certo, estou apenas debatendo e expondo minha opnião.. Agora se tento fazer isso fora de lá, sou taxado de "Querer estar sempre com a razão.".
Ok, aprendi a abrir mão quando vejo que mesmo eu tendo certeza de o que estou falando está correto a discussão não acrescentaria nada além de conflito. Só que pensando melhor isso me deixa p#%o, porque há uma diferença entre "querer ter a razão" e "ter a razão". Quando vejo que estou errado eu sei admitir, porém as outras pessoas não tem a mesma capacidade e quem acaba rotulado sou eu.
Paciência ^^ .

Hmm.. se eu ignoro esses atos de ignorância eu me torno um ignorante? Acho que não, já que o ignorante não chega a pensar a respeito, simplesmente ignora de uma forma automática. Estou ignorando conscientemente.


Chega de falar besteiras.. vamos ver se alguma centelha de inspiração surge perante a minha pessoa (e quem sabe um pouco de boa vontade para verificar a coesão dos meus textos e rever os erros de português aqui cometidos)

Hasta o/

quinta-feira, 20 de março de 2008

Atendendo a pedidos (indiretos)

Após um bom tempo protelando a postagem de novas coisas no blog, não exatamente por desânimo ou falta do que postar (muito pelo contrário até), acabou-se acumulando diversos assuntos a serem tratados. Isso somado, é claro, a uma forte demanda popular (yeah, i'm talking about you =P).

Começo de faculdade. Todas as matérias estão um porre. Não pelos professores, parece que todos entendem do que estão falando, mas há alguns que simplesmente não sabem manter os alunos acordados. Por causa disso posso dizer que este será um longo e árduo semestre. E digo "começo" pois minhas aulas irão até a primeira semana de Julho e recomeçam na última semana de Julho.
Primeira vez que "comemorarei" meu aniversário durante as aulas.

Sobre os assuntos.. na verdade não são muitos, foi só pra causar um impacto mesmo.
Talvez a grande "novidade" seria a de que estou pensando em ir para o Canadá.

Desde que tinha uns 10 anos eu já pensava em poder morar fora.
Meu sonho sempre tinha sido morar nos Estados Unidos. Porém o tempo foi passando e meu gosto foi mudando e comecei a pensar no fato de poder morar na Inglaterra, por eu ter direito à cidadania italiana.
Fiquei um tempo sem pensar no assunto, achando que era algo, de certa forma, fantasioso mas de vez em quando esse assunto voltava a rondar meus pensamentos.
Final do ano passado e começo deste pensei na possibilidade (novamente). Só que desta vez minha prima (que não vou de chamar de "querida prima" pois ela me chamou de "o chato do meu primo caio") soltou uma idéia que ficou na minha cabeça. "Ir para o Canadá".

Na época nem considerei muito a idéia pois ela tinha vindo da minha prima (uahehua brincadeira, eu tinha esquecido mesmo) e fiquei (nooovamente) sem pensar no assunto. Chegou um dia que dei um "xeque-mate" e achei melhor de uma vez por todas ver quais eram minhas reais alternativas. Comecei a procurar de que forma eu poderia obter cidadania (se não a italiana talvez húngara ou até mesmo letã) até que lembrei do que minha prima havia dito sobre o Canadá, e ao comentar isso meu irmão lembrou de ter um amigo que havia se mudado para lá.
Logo depois ele entrou em contato com o amigo que disse que era uma excelente idéia. Desde então comecei a buscar informações (não por ele ter mais "credibilidade" do que minha prima, mas pelo fato de ele ter vivenciado isso e morar lá).

Penso seriamente em ir para o Canadá, mas acontece que as coisas estão se tornando fáceis demais pra ser verdade. Do nada um amigo da família tem um parente no Canadá que poderia me ajudar a ir pra lá. Meu pai lembra de um amigo dele que trabalha lá.
Tudo conspirando a favor. Não estou acostumado com isso.

Agora escrevendo consigo lembrar o porque sempre costumava esquecer do assunto.
Sou muito ligado ao meu passado (amigos e família). Quando pensava no assunto parava por estar muito distante a possibilidade de isso acontecer. Quando meu avô faleceu percebi como eu gostaria de estar por aqui e como eu ficaria mal em estar em outro lugar e simplesmente receber a má notícia.
A experiência que tive em ter mudado de colégio, onde a falta de contato apagou o grande laço que tinha com meus amigos. Pensar que isso poderia novamente acontecer. Deixar de ser o "Oz que vai na sinuca com a gente e fala um monte de besteira" para ser o "Lembra do Oz, que saía com a gente e falava um monte de besteira."
Me mudar e perder vários acontecimentos. Tem uma propaganda da Ford que mostra bem (em um trecho) isso.

Sei que ir para o Canadá não significa que viverei em exílio, que não poderei voltar para visitar. De repente pode não dar certo e eu não ficar nem 6 meses da mesma forma que pode dar certo e eu ficar lá definitivamente. Mas eu tenho um certo trauma disso. Trauma e raiva, pois o que aconteceu comigo em relação ao meu "colégio antigo" (chamo de "antigo" por costume, já que não estou mais no "colégio") foi 70% de culpa minha, e indo para o Canadá o fator distância seria esses 70% que eu tive antes e que agora não poderia modificar. Ou seja, não seria uma simples questão de aprendizado que faria com que isso não repetisse, antes eu podia encontrá-los mais facilmente, "agora" a distância não permitiria isso.

Disse que as coisas estão conspirando a favor.. tão a favor que minha "previsão utópica" (de ir no começo do ano que vem) está se mostrando não tão impossível.

Talvez eu volte a falar novamente do assunto no próximo post. Acho que por enquanto tá bom.
Estou desenferrujando um pouco minha "capacidade de elaborar tópicos grandes" por isso é melhor não reparar erros gramaticais e falta de coesão.
Vou tentar postar algo até domingo.

Beijos e abraços.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

=)

Sei que criei meu blog para colocar coisas especificamente minhas. Coisas que penso, coisas que lembro, coisas que sinto. Mas por causa de uma data que se aproxima resolvi abrir uma "exceção".
"Que 'exceção'?" você deve se perguntar, ainda mais porque coloquei "?" no final então só poderia ser uma pergunta. E ninguém acessa isso aqui, então não tem ninguém para "se perguntar".

Não é bem uma exceção pois faz parte da minha vida, pelo menos há aproximadamente 1 ano e meio. Foi quando conheci minha prima Tate. Prima essa que um belo dia (acho que 1 ou 2 após meu aniversário) apareceu no meu orkut, aparentemente curiosa para saber quem eu era (sim, primo de 4° grau, mas acho que ela queria saber o quão louco o primo era).

Desde então começamos a conversar bastante. E com o tempo fomos nos conhecendo melhor (coitada dela).

Por causa disso queria colocar aqui alguns fatos, que ela sabe, mas vou colocar só para deixar registrado.

1. Sem sombra de dúvidas posso dizer que a Tate foi uma das pessoas mais inteligentes que já conheci até hoje. Me surpreendeu com sua maturidade, apesar de ser pirralha (XD), e sua não-futilidade.

2. Foi uma das únicas pessoas que conheci pela internet que acabei encontrando "na vida real". Tudo bem que ela se aproveitou do artifício de minha mãe ser prima da avó dela, para acabar me "forçando" a não sair de casa.

3. A única pessoa que consigo conversar sobre qualquer coisa. Não que eu tenha vergonha de falar para alguém ou que tenha algo que eu sinta vergonha, mas acontece que parece que temos algum tipo de sintonia de pensamentos.
Quando falamos algo confuso (que dá margem para outra interpretação), pela força do hábito tentamos nos explicar, porém um sabe exatamente o que o outro quis dizer.

4. A única pessoa que me conhece a mais de ano e ainda consegue me deixar sem graça (quando resolve elogiar).

5. Que apesar de apenas 1 ano e meio já me conhece melhor do que qualquer outra pessoa (exceto eu).


6. Que sabe que estou aqui para ajudá-la em qualquer coisa, e deixa ser ajudada.


7. Me convenceu a por uma foto minha no MSN/Orkut/Fotolog.


8. Foi a primeira pessoa que me viu por uma webcam.


9. Foi quem me inspirou a utilizar este blog, que havia sido criado há séculos, porém nunca utilizado.


Sei que ela não é assim só comigo, o que a torna alguém especial.
Outro fator que me fez colocar esse post aqui é que antes havia percebido que, como um ciclo, o contato que nós tinhamos ia diminuir. E de fato diminuiu um pouco. Só que nessas férias voltamos a nos falar mais. Principalmente de madrugada, quando costumamos conversar por volta de 4 horas seguidas.

Porém sei que ela está entrando no 3° ano, que pra mim foi tranqüilo (por eu ser um vagal que deixava para recuperação por "saber que me virava"), mas ela estará ocupada com outras coisas então provavelmente o que não aconteceu antes irá acontecer agora. E, infelizmente, é algo natural.

Não estou dizendo que simplesmente um de nós se tornará um "monstro" que irá ignorar o outro, mas infelizmente agora com o fim das férias as coisas vão mudar. Mas, mesmo assim,
por mais que ela ou ou estejamos ocupados farei o possível e o impossível para estar aqui e poder ajudá-la no que for preciso.
Porque para mim o contato pode até acabar diminuindo, mas a amizade nunca.

Foi por isso que resolvi colocar este post, para aproveitar que, pelo que acredito, chegamos ao auge de nossa amizade e queria poder deixar registrado esses fatos, que não são todos, mas são os que me vêm à cabeça no momento.

Acho justo colocar este post aqui pois ela já tomou a iniciativa (faz tempo) de colocar um "Testimonial" no meu orkut, que até hoje ainda não retribuí... E a data que me refiro no começo do post é o aniversário dela, então chegou minha vez =P

Para não ficar um post melancólico com cara de "despedida", aqui vão algumas curiosidades.

- Ela de vez em quando acorda com vontade de me provocar e fica me chamando de velho.

- Por me conhecer tão bem conhece meus pontos fracos e sabe fazer chantagens psicológicas (¬¬).

- Falo pra ela que ela não precisa ficar me pedindo desculpas, mas toda vez que a lembro (por ela pedir desculpas) ela pede desculpas.

- Apesar das últimas músicas que mostrei pra ela não terem a agradado tanto, na média costumo acertar =P
(Oh oh oh!)


Provavelmente este post estará em constante mudança, pois à medida que eu for lembrando de algo vou adicionando aqui. Mas se eu mudar eu aviso em algum outro post mais recente.

Não vou dar feliz aniversário agora pois no dia eu mando (ou tento) um SMS para ela, fora que dizem que dá azar.



Bem, é isso.

Hasta o/

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sofrimento?

É, quebrando o costume de postar bem cedo ou muito tarde.
Após o martírio que foi levantar da cama, debaixo da coberta, nesse frio, com barulho de chuva, aqui estou. Tudo bem que fui dormir às 6 da manhã e não consegui descansar muito, além de ter acordado às 13:30, mas.. whatever, não ligo mesmo.

Geralmente quando estou deprimido paro para pensar em coisas que geralmente estou destraído demais (quando não estou deprimido). Não que eu em algum momento tenha sentido vontade de me matar, mas até nisso eu penso. Não "em me matar" mas sim na atitude que é, o que motiva uma pessoa, etc..

Algo que pensei é naquela famosa frase de "Nós reclamamos de barriga cheia. Tem gente que não tem onde dormir e que sofre mais do que você.". Isso geralmente deixam as pessoas ainda piores.

Ok, o problema da pessoa que não tem onde dormir pode ser mais complicado que o seu? Sim, mas isso NUNCA poderá tirar seu "direito de se sentir mal". Os outros também têm problemas, com certeza, porém você não tem culpa disso..

Acho que sofrimento é relativo. Faço uma analogia com a dor.. Se você chutar com muita força a quina de um móvel você não tem direito de sentir muita dor, pois há pessoas que vão para guerra e perdem a perna com minas terrestres? Claro que tem. Não nos tornamos egocêntricos por causa disso. Ainda mais se tratando de sentimentos. O que não se pode fazer é se render a esses sentimentos, mas nunca os menospreze. Da mesma forma, nunca menospreze o sentimento alheio.
Há pessoas que pensam em se suicidar? Sim, por estarem com um problema, estarem confusos. Estarem em uma densa nuvem negra, e é aí onde mora o perigo.. Quando nos encontramos nesta nuvem nunca devemos querer tomar uma decisão direta. Temos que esperar a nuvem se dissipar, ou tentar sair dela. Se não aguentar mais esperar que essa nuvem suma, peça ajuda. Assim como eu gosto de ajudar os outros (mesmo sabendo que há vezes que chego a passar mal.. mas isso é outra história) com certeza existem pessoas por aí que sentem o mesmo.
Você só está só se quiser. Se as pessoas ao seu redor não te entendem não pense que é o fim do mundo.. o que está errado é o lugar onde você se encontra. Se alguém não dá bola para o que você pensa, por que dar bola para o que ELA (pessoa) pensa?

Algo que acho legal do blog é o fato dele deixar registrado momentos que escrevo, deprimido ou não. Então eu posso ler o que escrevi quando estava deprimido, que é quando eu fico mais pensativo (por pensativo não entenda que eu fique mais "inteligente" mas sim que eu paro em um determinado momento para pensar em algo que eu normalmente nem pensaria, a não ser que me deparasse com uma determinada situação).

Tenho minha "teoria" sobre a depressão, mas vou deixar para um outro post para este não ficar insuportavelmente grande.

Hasta o/


P.S.: estou com preguiça de revisar o texto.

domingo, 27 de janeiro de 2008

I'm back! (i guess)

Tirar um pouco a poeira do blog, afinal de contas faz exatos 10 dias que não coloco nada.
Sei que depois que minhas aulas recomeçarem (oficialmente dia 8, porém na prática dia 11 =P) eu não terei muito o que colocar aqui. Até mesmo porque me torno repetitivo.

Pode se considerar falta de inspiração? Por um lado sim e por outro não. Falta de inspiração para achar algum assunto? Sim. Mas vejo "falta de inspiração" como uma falta (temporária) de capacidade criativa, porém o que coloco aqui não são coisas criadas mas sim coisas que vou me lembrando. Controverso, não? (não).

Apesar de terem sido férias tediosas acho que nunca conversei tanto. E apesar de não ter viajado para lugar algum acho que lembrarei bastante dessas férias.

Por mim gostaria que 2009 chegasse rápido, porém esse tipo de pensamento não é bom. Não se pode ficar torcendo tanto para um dia chegar, senão você olhará para trás e falará "Nossa, passou rápido, não?". Não, não passou.. é que você se concentrou tanto para que essa determinada data chegasse que você deixou de aproveitar aquelas que a antecediam.
Ou seja, você acha que passou rápido mas na verdade apenas desperdiçou seus dias. Não digo para usar o "Carpe Diem" (aquele velho hipócrita), mas não precisa deixar o cérebro em stand by.

Mudando de assunto..
Gosto desses trechos da música "Crystall Ball" do Keane:
"Who is the man I see where I'm supposed to be?
I've lost my heart and buried it too deep, under the iron sea.
(...)
Lines ever more unclear.
Not sure I'm even here.
The more I look, the more I think that I'm starting to disappear.
(...)
I don't know where I am, and I don't really care.
I look myself in the eye, there's no one there."
Um jeito fácil de manter o costume de posts com um grande volume de linhas desnecessárias. É isso aí, Caio colaborando para o excesso de informações geradas na internet!!


Bem, realmente não tenho muito (ainda) oque colocar aqui, mas prometo postar mais vezes até o final das férias (pelo menos).

Hasta o/

edit: Apesar de ter postado às 00:22, do dia 28, comecei a escrever às 23:47 do dia 27. Então para ferrar os 10 dias exatos resolvi deixar do jeito que tava XD

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mais linhas...

Quando criei este blog pensava somente no puro prazer de digitar, de expressar minhas idéias, ajudar a formular melhor minhas opniões. Porém ao passar dos dias pensei em utilizar este blog como um "método de investigação".
Poder utilizá-lo para poder comparar como me sinto hoje em relação a antes. A vantagem é que poderei ver se em algum momento acabo me contradizendo em alguma coisa, alguma forma de pensar.

Parei para analisar direito algo que postei antes e resolvi dissecar.
Sobre "o fato de saber que faço a diferença já é o bastante". Realmente é, gosto de ajudar os outros e poder ser um referêncial, porém algo que me "cansa", que anda na beira da contradição, sem chegar a pisar na linha, é que gosto de ajudar porém odeio a sensação de ser simplesmente algo que se utiliza para se salvar e é descartado e re-utilizado quando precisar, sendo tirado de uma gaveta.
Sei que isso pode ser algo que agora me incomoda mas mais pra frente eu seja indiferente a respeito, porém estou escrevendo agora e agora me incomoda.
Claro que não posso culpar os outros. Cada um tem sua vida. Cada um tem suas prioridades. Só porque me sinto entediado, não faço nada e minha vida se resume a uma palavra chamada "inércia" os outros não tem culpa disso. Só que não consigo deixar de me sentir apenas uma carta num baralho. Não digo nem um "Super Trunfo" (afff, me matem) mas sim como a carta de instruções.

Meu problema é que valorizo demais algumas coisas. Mesmo seguindo a filosofia de "nunca esperar nada, pois as chances de se decepcionar serão menores" acho que, por seguir muito essa filosofia de vida, quando encontro algo que acabo gerando alguma espectativa ela se torna uma bola de neve. Porém, novamente, a culpa e minha (e não estou sendo irônico).

Repito, novamente, que a culpa não é de ninguém. Na verdade não existe "culpa" nessa história, isso foi só uma observação de algo que eu faço e que percebi agora. Algo que acontece em relação a pessoas e eventos.

Não vou pois fico com receio de acabar mudando um pouco de personalidade, já que sou assim desde que me conheço, porém acho que preciso ir a um psiquiatra. Se há vezes que fico triste sem razão isso quer dizer que foge da área psicológica... vira algo fisico. Talvez algo não esteja funcionando direito... O dia que realmente incomodar eu vou.
Prefiro fazer nada por enquanto. Provavelmente, quando as aulas começarem, tudo, forçadamente, voltará ao lugar.

Confesso que sinto vontade de simplesmente me tornar incomunicável. Claro que não com a minha família, afinal de contas convivo com eles. Mas simplesmente sumir da internet. Uma forma de auto flagelo, sei lá.. Para sintetizar isso melhor: quando me sinto deprimido acho melhor me impulsionar até o fundo do poço de uma vez ao invés de ficar em uma queda livre esperando chegar lá.

Estou pensando em desabilitar os comentários, pois nada que escrevo dá margens para isso. No máximo um "Nossa, é mesmo.", coisa que ninguém fará por livre e espontânea vontade, a não ser para mostrar algum tipo de compaixão ou "piedade". Isso caso algo faça-o cair neste blog, ler e pensar em comentar. Algo que seria mais difícil do que encontrar vida em Marte.

edit: Desabilitei.
edit2: Habilitei denovo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mudanças(?)

Inspiração que não vem, cérebro que não vinga.

Após um tempo sem dar voltas noturnas por São Paulo finalmente madrugada de hoje saí. E pelo tamanho da volta foi para compensar o que não andei após a virada.
Como em TODAS as vezes que saímos (eu e meu amigo) temos alguma história para contar. Por exemplo: desta vez estávamos perto da casa dele e vimos um acidente onde já se encontrava 1 caminhão dos bombeiros, 3 ambulâncias, 1 carro do Resgate e 2 (ou 3) viaturas da polícia. Coisas da cidade grande.

Fora isso, nada de espetacular. Sensação de "vazio" e solidão continuam, porém agora não é algo que me incomoda mais.
O que me incomoda é a sensação de que tem algo, que eu não sei, que eu preciso fazer antes que seja tarde demais. Algo que parece iminente mas não sei o que é e não posso fazer nada. É a angústia de saber que alguma coisa (ou talvez mais de uma) vai acontecer e não sei o que é, a qualquer momento e não sei quando, que significa muito porém não sei como.

Não sei porque continuo a entrar no computador.. é sempre a mesma coisa. Ninguém para conversar no MSN, nenhuma notícia, nada de diferente. Há vezes que tenho vontade de entrar em coma e só acordar no final das férias, porém por mais entediante que seja eu sei que fica mais estressante quando as aulas voltarem.
Disse em outro post que só o fato de sentir que faço a diferença para alguém já me era o suficiente. Realmente é, porém não vejo que eu faça muita diferença. Não vejo que sou eu quem faz a diferença. O que dá essa impressão é eu, coencidentemente, estar no "lugar certo na hora certa", então acabo fazendo alguma diferença. Mas é a coencidência que gera essa sensação, e não eu.

Sei que provavelmente esse ano acontecerá algo que vai mudar minha vida. Minha vida talvez, mas não a mim. Tenho 20 anos fora uma experiência de vida que vai além ao que já vivi, mas que de alguma forma tenho. Já tenho uma cabeça formada, opniões e um modo de ser. Nunca deixei de fazer algo que agora eu pudesse falar "Agora dá pra fazer". Talvez seja por isso que eu não estou "incontrolavelmente" ancioso.
Os meus únicos fantasmas do passado são os que somente o tempo poderá levar embora e não há "atitudes" a serem tomadas para fazê-los sumir.

Há vezes que acho que me conformo muito com as coisas, seja com a sensação de solidão e outras, porém quando paro para pensar vejo que não é uma questão de conformismo. Algo que me tranqüiliza e me preocupa.. Tranqüiliza por saber que o problema pode não ser em mim e me preocupa pois, por não ser em mim, foge ao meu controle.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Noite normal

Após um longo período sem ter uma noite normal de sono, acho que dessa vez tive uma. Grande coisa, prefiro ter uma madrugada com insônia mas fazendo algo que preste ou algo legal do que simplesmente dormir.

Ainda sustento minha teoria de que "Como saber que você trocou o dia pela noite? Quando você coloca um post de manhã falando sobre o resumo do seu dia.".
Adoro o elemento fogo, adoro o Sol (meu "planeta vigente" (sim, eu sei que é uma estrela, mas a culpa é do horóscopo)), mas adoro a noite. Mesmo nessa "contradição" ainda puxo o meu signo, afinal os Leões preferem caçar à noite, por ser mais agradável. Claro que não sou nenhum "Cocota's Catcher/Hunter" nem nada, foi só uma alusão (tão ridícula quanto esse termo que eu acabei de criar).

Acredito que eu não estou sem criatividade mas sim inspiração. Nada acontece. Quando penso "Vou pegar o carro e dar uma volta" alguém precisa para fazer algo mais importante, então não tenho escolha a não ser desistir.
Desistir também de meditar. Não vou tentar "meditar" em casa. Passo o dia inteiro aqui, preciso de outras energias... se ao menos desse para eu ir pra fazenda do meu tio, mas nem isso.
E eu provavelmente "meditaria" (uso áspas pois não poderia chamar isso de meditação, no máximo de "descarga mental") um pouco e seria tragado pela imensidão dos vales do tédio que é aquele lugar. Fora que não acho um lugar muuuuuuito agradável de se ficar sozinho.

Provavelmente hoje voltarei ao batente. Batente do tédio e madrugada acordado. Dormir é bom, mas acho um desperdício de tempo. Sinto como se eu pudesse estar fazendo algo naquele momento (me senti quase um atendente de callcenter. "Vou estar passando sua ligação").

Acho que estou precisando ver algum filme para poder buscar inspiração e acho que vou ver se tem algum passando agora. Tava passando KingKong, porém eu já imaginei que o coitado fosse morrer no final (principalmente se tiverem mantido algo do original) e acabei parando no meio.
Sou muito coração mole, fiquei com pena até do Godzilla. Mas isso eu coloco em um outro post (se eu tiver com saco para falar disso).

Fuizzz

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Centelha de inspiração?

Acho que não posso reclamar. Pelo menos não muito. Fui dormir às 6:10 (devo ter pegado no sono umas 6:20/6:30) e acordei às 8:00. "¡¡¡¡¡¡¡¡¡Oh meu deus, menos de 2 horas!!!!!!!!!". Sim, porém acordei descansado e acho que é isso que importa. Poderia dizer que não dormi, mas sim cochilei.

Desta vez a TV a cabo estava funcionando, então ao invés de assistir "Caverna do Dragão" assisti um filme assaz trash chamado "Bloodrayne", tomando café e comendo pão-de-queijo =D . O que eu poderia dizer que salvou o filme. Melhor seria se fosse uma cokinha, porém tomar refrigerante às 9 da manhã não é o que eu chamaria de saudável (ok, estou de férias então até poderia =P .. mas de qualquer forma não tinha cokinha =[ ).

Fui dormir às 6:10 pois é o que geralmente acontece quando fico conversando com minha prima no MSN. Prima essa que fica me provocando dizendo que vai para ubatuba e menospreza os mais de 115 pageviews do meu profile.

Continuo jogando um pouco de Sudoku.. Meu melhor tempo (após tanto tempo sem jogar) foi 18 minutos. Ainda é muito, e não é toda hora. Há alguns sudokus que eu nem continuo, parece que não flui, porém outros vão que é uma beleza. Antes utilizava a intuição, porém descobri que estava errado que, teoricamente, todos os sudokus utilizam raciocínio para ganhar.. Precisando não ou já fiz em menos de 7 minutos no Evil utilizando minha intuição para escapar de alguns "becos sem saídas".
Vi meu pai jogando Paciência no computador e perguntei por que ele não tentava jogar Sudoku. Ele disse que era "muito complicado" para ele. O que acho que foi mais um "deixa eu jogar minha paciência sozinho.". Ele disse também que tinha lido que jogos como Sudoku são bons para evitar/combater Alzheimer, por você sempre estar em uma situação diferente (assim como palavras-cruzadas, etc..). O que é bom para alguém da minha idade.

Se eu continuar sem muitas idéias do que postar colocarei uma receita de bolo aqui.


Tem vezes que gosto de discutir sobre política, porém em 100% das vezes eu percebo como esse país está num poço sem fundo. Onde as coisas mais simples, que poderiam resolver se não tudo, grande parte dos problemas, não acontecem pois os poderosos não querem.
Toda vez que converso sobre política volta à minha cabeça a vontade de mudar de país. Mas sei que é algo muito complicado.
Quando mudei de colégio (da 6ª para 7ª série) acabei me afastando das pessoas que eu mais gostava. E me afastei de uma forma que não tem mais volta. Não quero que isso aconteça novamente... Até hoje me dói profundamente quando penso naquela época. Mais ainda por saber quer não tem volta...
Fiquei traumatizado com isso, porém acho que eu tenho o direito. Meu medo não se reflete especifícamente ao que passou. Não é medo de perder mais ainda o que sobrou daquela época, mas sim perder o que eu tenho hoje. Não estou falando de férias, mas sim mudança.
Não é questão de medo do desconhecido, isso até me deixa ainda mais curioso, é medo de perder o relacionamento (ou a intensidade do) que tenho com pessoas que eu gosto.


Bem, é isso..
Fuiz

sábado, 5 de janeiro de 2008

Standby

Incrível como quando não estamos de férias fazemos milhares de planos, porém chegam as férias e parece que esses planos simplesmente são esquecidos ou não fazem mais sentido. Se antes estava "confuso" agora estou menos, porém isso não adianta muito hehe.

Após uma maratona de 45 (de 48) horas acordado, jogar sinuca, perder feio, ganhar com estilo e dar uma surra (uou!) dormi incríveis 5 horas e meia hoje!! (High Five!!).
Tive que trocar pneu do carro. Enfim, diversão garantida

Acho que vou parar de ficar reclamando dos meus problemas e novamente fingir que eles não existem. Me sinto um pouco egoísta. Me proponho a ajudar os outros porém fico com um ar tão para baixo, de que adianta tentar ajudar? Eu sei quais são as conseqüências comigo, porém não sei o que pode acontecer com uma outra pessoa se ela continuar com os problemas dela. Novamente o "eu me garanto". Se eu fui capaz de suprimir um dos sentimentos mais fortes que existem o resto é fichinha.

Conseqüentemente não sei se terei muita coisa para postar aqui. Ainda estou pensando. Enquanto isso fico pasmando para o monitor, esperando que algo aconteça, ou até mesmo jogando Sudoku (tava demorando por volta de 1 hora para solucionar uma porcaria de Sudoku no "Evil", pelo menos baixei meu tempo para 19 minutos)..

Finalmente, após escrever cerca de 70 linhas de texto consegui me decidir o que colocar aqui
Estou precisando meditar (literalmente).

É..
Fuiz

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ciclo Tedioso

Ao contrário da maioria das (3) vezes que vim escrever algo no blog, desta vez vim exatamente por estar totalmente sem inspiração e criatividade.
Estou me sentindo um escritor de novela (por favor, me matem!!!). Estou sentado na sala escrevendo este post utilizando um notebook. Nenhum motivo especial, só para mudar de ares


Fui dormir por volta das 3:30, 4:00 e acordei às 7:30. Resumindo, além de sem inspiração, estou mais grogue do que o normal. Para completar só estão funcionando os canais de TV aberta ...


Gosto de madrugar, gosto da opção de serenidade que a noite me tráz. De dia não temos muita escolha, até mesmo porque está todo mundo na rua. Da mesma forma que pode trazer serenidade a madrugada pode acentuar o tédio.

Não ter vontade de dormir. Olhar para o monitor, ver a mesma página, estática. Imaginar que poderia estar fazendo alguma coisa mas não sabe o que. Saber que não haverá nada de novo para se ver até o mundo acordar.
No MSN? Ninguém. somente eu (sim, eu consegui me adicionar na minha lista de contatos faz um tempo).. ou seja.. ninguém.

Impossível não sentir o mínimo de solidão. Não que ter a lista cheia de contatos online fosse fazer alguma diferença, até mesmo porque não gostaria disso. Há uma grande diferença entre "estar só" e se "sentir só". Não que eu esteja me sentindo só.

Uma frase muito boa que vi em uma música do Coldplay chamada "Talk" foi:
"Are you lost or incomplete? Do you feel like a puzzle you can't find your missing piece?"

Gostei dessa frase pois ela mostra bem como ando me sentindo.

- Se prestar atenção ela não é tão melancólica, por isso gosto dela.

- Não quer dizer que eu esteja me sentindo triste e transmite bem a sensação de agônia que sinto de vez em quando, o que pode acarretar em uma certa tristeza.

- Mostra também como é a sensação de sentir que algo está errado e não saber oque é. Um quebra-cabeça com uma peça faltando, você sabe que ele está incompleto, não sabe qual e onde está a peça que falta.. mas simplesmente sabe que falta.




É um saco saber que estou andando em círculos. Sem um assunto decente, porém, como eu disse no começo, vim exatamente por estar sem inspiração alguma. Talvez um pouco pelo cansaço que estou agora (e um pouco de fome) não consigo sequer fazer alguma piada sarcástica ou alguma ironia. Quem sabe me inspire durante o dia e consiga postar algo melhor..

Fuiz

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Balanço geral: fim/começo de ano.

Mais um ano chega ao fim e outro se inicia. É o ciclo normal das coisas.
Sempre aconteceu e sempre acontecerá, pelo menos enquanto a Terra existir, e por "Terra" não me refiro aos seres humanos. Esses são apenas um capítulo na história dela. Continuarão a existir os anos, mêses e dias, mesmo que sem a métrica de um calendário. Mesmo que o aquecimento global, uma guerra ou/e até mesmo a miséria dizime a raça humana, o planeta permanecerá a existir. Assim como continuou existindo após uma queda de um meteoro, era glacial e outros eventos.

Não direi que o ano passou rápido, pois apesar dessa impressão sei que para mim o que passou rápido mesmo foi este 2° semestre, não o ano. Mesmo tendo passado sinto como se cada semestre desse ano fosse um ano separado. Não sei se foi pela agitação do 1° (agitação eu digo entrega de trabalhos na faculdade, não festas) ou se a minha falta de preocupação com o 2°.

Tive momentos de alegria, tristeza, nostalgia, solidão, angústia e indiferença. Em resumo, um ano normal.
Neste ano as comemorações de natal e reveillon foram as mais modestas que já tivemos. Não irei reclamar, sou uma pessoa simples. Comemorações modestas porém mais do que o suficiente.

O que esperar do ano que chegou? Sinceramente? Não muita coisa. Sei que provavelmente será um ano crucial para mim. Algumas coisas em vias de acontecer, outras que terei que batalhar até por uma questão de sobrevivência. Só que pelo menos agora me sinto indiferente.

Não vejo muito sentido na minha vida (não, não sou emo suicida). Estou vivendo apenas. Não tenho o conhecimento de um, mas me sinto como um Oráculo. Inerte, porém um referencial para os outros. Alguem para dar conselhos ou algo do gênero. Não que isso me incomode. Nem um pouco. Se não vejo um sentido na minha vida, por que não ajudar os outros que estão em busca do deles?
Na verdade até vejo um sentido na minha vida. Enquanto eu puder fazer a diferença para alguém. Enquanto eu for um ponto de referência. Alguém que está lá quando mais se precisa. Alguém que de alguma forma transmita paz e que faça as coisas parecerem mais fáceis e simples. Alguém que traga alegria em um momento que pareça que não tem como as coisas melhorarem. Enquanto eu puder significar alguma dessas coisas (e por que não todas?) minha vida terá um significado.

Não, não preciso de um psicólogo ou psiquiatra. Apesar de melancólico não me sinto triste. "Sofro" de um "problema" que apelidei de "masoquismo mental".

Sinto que tenho mais coisas para escrever, porém acho que este post está ficando um tanto quanto grande. Talvez sejam coisas que eu queira expressar, porém não queira escrever. Coisas que podem dizer muito, mas que talvez não signifiquem mais nada. Coisas que uma parte de mim fica imaginando, enquanto a outra sabe exatamente. Sei lá... (mas ao mesmo tempo sei perfeitamente).
Acho que minha vida foi muito assim, mas continuo respirando, continuo vivendo, então acho que continuará sendo assim.



Bem, acho que é só isso. Sei que se eu e este blog sobrevivermos até o final do ano, bastará eu copiar e colar este post. Provavelmente não precisarei trocar e nem apagar linhas. Triste? Patético? Talvez, porém no momento não me importo. Quem sabe isso mude ao longo do ano (ou do tempo). Não é uma meta, mas não criarei obstáculos.


Por enquanto é só.
Bom 2008 para todos nós.