quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Perfeição
Estava assistindo um filme chamado "Be kind rewind". É uma comédia com Jack Black ("escola de rock", "Tropic Thunder" e a voz original do "Kung Fu Panda"). Um filme onde ele (Jerry) e seu amigo (Mike) começam a regravar filmes após um incidente na locadora onde Mike trabalha. Como os filmes são gravados às pressas e por eles mesmos, saem coisas toscas, mas no final as pessoas gostam. Esse foi o estopim para este post.
Já ouvi muitas pessoas dizerem que "ninguém/nada é perfeito". Discordo...
Uma pessoa pode ser perfeita. Algo pode ser perfeito. É tudo uma questão de concepção.
Um copo d'água pode ser perfeito, quando se está com sede. Um imprevisto pode ser perfeito, quando o inesperado era o que você mais precisava. Uma pessoa pode ser perfeita, se ela te faz sentir bem.
Acredito que tudo na vida é uma questão de Espectativa Vs. fato.
Não podemos depositar tudo em um sonho. Apostar tudo em um grande objetivo. Temos que saber aproveitar o que temos.
Não digo que temos que nos "conformar" com o que temos e deixar nossas ambições de lado. Mas pensando por outro lado, por que não? Se as coisas como estão são, para você, perfeitas?
Na vida precisamos tratar as coisas de uma forma mais minimalista. O valor que damos às pequenas coisas deveria ser inversamente proporcional ao valor que damos aos infortúnios. Temos que valorizar mais as pequenas coisas. Pequenas não em importância, mas sim pelo fato de serem coisas comuns.
Uma amizade, para muitos, pode ser considerado algo corriqueiro. Algo comum, do dia-a-dia.. Mas olhe para a pessoa que você considera sua amiga e saiba que ela compartilha desse mesmo sentimento e pense que no mundo existem mais de 3 bilhões de pessoas e que para aquela que você está olhando, você faz diferença.
É ridículo como, apesar da diversidade de caminhos que podemos tomar em nossas vidas, uma pessoa que é ambiciosa e visa chegar ao cargo de presidente de uma grande empresa, é vista com mais bons olhos do que alguém que está satisfeito com a vida que tem.
Tudo pode ser tão perfeito quanto o fazemos ser.
Sinto que eu vou ocultar/deletar esta mensagem.. já que parece algo vindo de um livro de auto ajuda.
Só pra terminar, existe uma história que um cara do trabalho vivia contando. Aquela história manjada do empresário e o pescador (sei que não é exatamente assim, mas a mensagem é a mesma). Uma que chega um empresário, cheio da grana, vai pra praia e encontra um pescador com sua varinha e seu barquinho. Ficou observando de longe até que ele chegasse de volta da pescaria. Resolveu falar com o pescador e perguntou :
- Por que você não utiliza uma rede para pescar?
- Para quê?
- Para pescar mais peixes!
- Para quê?
- Para que você possa comprar um barco maior!
- Para quê?
- Para que você possa pescar mais peixes e comprar outro barco!
- Para quê?
- Para que você possa contratar mais alguém que pesque para você e você pesque ainda mais peixes!
- Para quê?
- Para você ganhar muito dinheiro, não ter que se preocupar com mais nada e possa vir aqui para praia e pescar quantos peixes você quiser!
- Mas eu já faço isso.
domingo, 6 de dezembro de 2009
[Atualizado] I wonder...
Afinal de contas, eu poderia muito bem escrever tudo que penso em um arquivo .DOC no meu próprio PC ou até mesmo guardar em algum lugar (fichário ou coisa assim).
Só que, como eu já havia dito antes.. esse blog serve para uma autoanálise e, também, para alguém que se identifique, de alguma forma, ou que ache curioso..
Se tiver alguém lendo, divirta-se
Atualização:
Só agora me dei conta de que os comentários estavam restritos. Ou seja, se alguém realmente acessa, eu jamais saberia hueahuaeu..
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Título só pra catalogar..
Quer dizer.. em parte.
Sinto que algo está faltando e não sei o que é. Algo que precise mudar.
Antigamente até sabia o que era, só me enganava fingindo não saber, porém dessa vez eu realmente não sei.
Meus pensamentos estão muito acima do nosso plano atual. Acho que é culpa do Carl Sagan
Sei lá
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Mentira
Havia dito que meu lado emocional era um tanto quanto imaturo.
O que fazer com algo assim? Não é possível por de castigo, nem dar alguma bronca. É como levar um soco no escuro.
Dizem que uma mentira contada mil vezes torna-se verdade. Talvez alguém tenha dito essa, mil vezes, e acreditado...
O orgulho, dito anteriormente, faz com que me prive de qualquer contato com a fonte desse problema. Sensação de abstinência.
Pensamentos bipolares. Penso que tudo o que penso e sinto, pode ser o mesmo da outra parte, porém meu lado racional fala que devo deixar de besteiras, que já fui feito de troxa muitas vezes e que se o sentimento fosse recíproco, alguma iniciativa teria sido tomada.
Um paradoxo, pois se for verdade.. não acontecerá nada, pois estou fazendo nada.
Talvez eu deva deixar as coisas como estão. Ignorar e deixar o tempo se encarregar de minimizar essa sensação. Quando eu menos esperar, vou olhar pra trás e ver que passei por mais uma dessas e continuo andando normalmente.
Quem sabe eu repetir esse último parágrafo mais mil vezes, eu acabe me enganando de uma vez por todas..
edit 05/10/2009: Parece estar funcionando.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Sem idéia pra título
Talvez seja mais uma sabotagem às minhas frustradas e repetitivas tentativas de dormir mais cedo.
Para completar, minha incrível capacidade de distração, considerando que comecei a escrever às 10:50 e já são 23:24, pois parei para conversar.
Agora, pensando seriamente, não estou conseguindo escrever nada, exatamente por saber que horas são.
Daqui a a uns 15 dias completarei 1 ano no trabalho...
Fico me perguntando se "orgulho" realmente não leva a nada. Sempre tive como defeito - talvez até em função do meu signo - de ser alguém muito "orgulhoso". Aprendi a melhorar isso, porém nos últimos acontecimentos da minha vida, percebi que ele me salvou.
Podemos usar uma frase comum em qualquer livro de auto-ajuda (acredito eu, pois nunca li algum) de que "Nada em excesso faz bem". O orgulho, se bem utilizado, pode servir para elevar sua auto-estima ou ajudar a se reerguer. Uma faca de 2 gumes, pois da mesma forma que você pode passar por um vexame por causa dele, você pode escapar de um.
Atualmente meu lado consciente anda dando sermão no meu lado emocional. Obrigando a não fazer besteiras e bancar o bobo. Sempre tive um lado racional bom, o problema sempre foi a imaturidade do lado emocional, algo que está melhorando.
Sabe-se lá quando poderei tirar férias... mas acho bom me planejar.. pra não tirar minhas únicas férias do ano e passá-las em casa..
Sinto que algo está para acontecer. Não sei se bom ou ruim.. Sinto que mais pra "ruim" do que pra "bom".. o jeito é esperar acontecer.
Gostaria que fosse algo bom. Não que nada de bom nunca aconteça.. mas tou precisando
Cansado de ter a rotina quebrada por imprevistos ou problemas. Gostaria de ter minha rotina quebrada por algo agradável. Claro.. todos queremos isso.. mas realmente seria legal..
Ouvindo:
Título: 1812 Overture
Artista: USSR State Symphony Orchestra, Evgeny Svetlanov, cond.
Álbum: Pyotr Il'yich Tchaikovsky. Symphonies, orchestral works (MP3-disc; RMG Records, 2004)
Ano: 1974
USSR State Symphony Orchestra,
conductor Evgeny Svetlanov,
recording engineer Vasily Antonenko.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Vendetta
Emprego deu uma estabilizada, a ponto de se tornar parte da minha rotina.
Não farei nenhum tipo de atualização (resumo) em relação a última vez que postei, pois gastaria um tempo e isso se tornaria mais um "diário" do que um lugar que havia separado para postar uma foto de como estou em um determinado dia, para uma futura análise, talvez.
Reparei que muitas coisas na minha vida são como ciclos. Desde "amores", revoltas até pensamentos. Isso não é novidade, mas percebi que esses ciclos tiveram um intervalo reduzido.
Felizmente (ou talvez "infelizmente), descobri que eu estava certo sobre algo. Sempre tive receio de "dar o próximo passo" por sempre achar que estava confundindo as coisas em relação a alguém. Descobri que tenho que dar mais atenção às minhas intuições
Percebi também que apesar de falar que não gosto de ser ajudado, mesmo gostando de ajudar os outros, acabava de algum jeito "dependendo" dos outros. Sorte a minha que, quando mais preciso de alguma ajuda, não encontro apoio. Dessa última vez percebi que conheço mais de mim do que imaginava e que, no final das contas, assim como meu discurso original, se tenho um problema eu tenho que saber como resolvê-lo.
Resolvi ligar um pouco o foda-se... parar de me preocupar tanto com os outros. Não que virei um ignorante ou hipócrita. Mas estou pensando um pouco em mim. Cansei de ser feito de bobo..
Cansei de sempre perceber que sou usado de muleta e fazer nada. Claro, agora percebi mais do que nunca que não preciso e não esperarei algo em troca, porém guardo um certo rancor da época que me faltava tal sobriedade.
Deixarei esse post meio em aberto, para quem sabe incentive postar algo mais cedo..
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Falando sério..
“Nossa, faz tempo que não posto e bla bla bla..”
Pronto, começando mais um post...
Sei que tudo que eu escrever daqui pra frente parecerá loucura ou algo irreconhecível.
É engraçado como uma racionalidade pura pode te dar idéias que antes achava irracional.
Quase tudo deu certo para mim, mas mesmo assim nunca me senti tão ruim, tão instável, em toda minha vida.
Teoricamente só tenho o que comemorar.
Acabei a facul, estou praticamente formado. Arranjei um emprego antes de terminar a facul. Não foi estágio, mas sim CLT direto. Estou sendo bem remunerado (um pouco se considerar que é meu primeiro emprego, mas mesmo assim).
Não sei explicar... não consigo definir “exatamente” o que está me fazendo sentir tão mal.
Não tenho motivação. Algo está errado, me sinto mal e não vejo alternativas, por mais que elas estejam por toda parte.
Aproveitar esse espaço para tentar diagnosticar melhor. Para isso, separarei por “tópicos”. E já aviso, esse post será o maior de todos.
Imaturidade - Desde que fiz minha primeira entrevista de emprego, fiquei pensando "Po, será que era isso que eu queria?". Caramba.. tenho 21 anos, já estou na idade, porém me sinto despreparado. Não me refiro exatamente ao mercado de trabalho. Despreparado como um todo. Se por um lado, estranho como eu posso ter uma grande capacidade de ajudar os outros e falar coisas como se eu já tivesse vivido centenas de anos, me sinto imaturo. Fiquei pensando, e ainda não descarto a possibilidade, em fazer mais uma graduação.
Não pensando no meu currículo, do tipo “Ha, fazer mais uma graduação, terei duas e meu currículo ficará bonitão”, pois sei que não é verdade. Mas em fazer mais uma graduação para ter uma “desculpa” de ficar pelo menos 2 anos parado, sem me preocupar em trabalhar. De ter mais 2 anos para poder amadurecer melhor, para poder “curtir” um pouco mais.
Sinto como se a partir de agora não tivesse mais volta. De certa forma é verdade, de certa forma não. Vira e meche me sinto num beco sem saída.
Solidão – Esse esquema de trabalho está acabando com o pouco que eu considerava de “vida social”. Tenho contato com pessoas no trabalho. Me relaciono bem com todas as áreas. Esse tópico entra um pouco em um outro (ou outros). Agora está caindo um pouco mais a ficha. Se antes eu estava sozinho, tinha “tempo” para me ajudar. Talvez a minha falta de tempo atual não me permita filosofar tanto, para poder suprimir essa falta que sinto.
Falta de motivação – Aqui mora o perigo... Perigo porque nesses últimos dias minha concepção de “vida” mudou muito. Pode soar trágico, ou incomum (para algo que possa vir de mim), mas o que pude pensar sobre isso foi simples até demais. Procuro, porém não acho nada que me motive. Não consigo me animar. Não tenho nenhum “sonho”.
- “Ah, você não sonhava em ir pro Canadá?”
Sim, achava legal a idéia de poder morar em outro lugar. Porém não considero como um sonho, afinal a diferença de estar aqui ou lá seria a temperatura. Meu ponto de vista sobre essa situação não mudaria. Acho que até seria pior, pois eu estaria totalmente sozinho. Aqui eu pude contar com o apoio da minha família (principalmente da minha mãe). Claro que muita parte foi por ter internet e poder conversar com “psicólogos de plantão” no MSN.
Mas falando assustadoramente de uma forma bem direta. Falta de perspectiva, falta de motivação são perigosas, pois pra que eu ficar me sacrificando tanto? Para que me desgastar tanto? Não digo que estou passando por uma barra pior do que a dos outros. Mas psicologicamente, estou desgastado.
Se o que estou fazendo teoricamente é fácil. Não há nada de tão complicado e mesmo assim estou passando o sufoco que estou, qual seria minha perspectiva? Pra que ficar protelando?
Vendo a “vida” como um objeto, era simplesmente “virar a chave” e desligar tudo. Sinceramente? Não sei se é pelo momento, mas estou vendo a vida como um objeto. Não estou “triste” ou “deprimido”, mas posso falar que se não fosse pelo fato de ter parentes e me preocupar com eles, acho que já teria me matado.
“Oh meu deus, que drama” – É, de certa forma parece mesmo um exagero. Mas acho que vai de cada um. Como cada um enxerga as coisas. Não vou nem entrar no mérito do “Tem gente que daria de tudo para estar ‘sofrendo’ na mesma situação que a sua”, pois eu sei que isso é verdade, porém se sempre formos analisar as coisas com esse ponto de vista, não poderemos pensar em nada. Mas não consigo ver a vida como algo “mágico”.
Simplicidade – Nunca fui alguém que sonhou alto. Que pensava em grandes coisas. No máximo minha vontade de morar no exterior ou coisa parecida, mas, fora isso, nunca tive um grande “sonho. Uma “meta de vida”. Atualmente estou trabalhando em um emprego um tanto quanto bipolar. Uma hora está tudo perfeito, outra hora está tudo um lixo. Uma hora você está de parabéns, outra hora não. É estresse quase todo o dia e mesmo você se sacrificando, é capaz de ouvir alguma besteira.
Queria poder viver de alguma forma simples. Se falassem que dava pra sobreviver de fotossíntese era isso que eu iria fazer. Minha “meta de vida” - se é que pode se chamar disso – , desde que estava no 3° colegial, era simplesmente ter um emprego legal, o meu carro dos sonhos (Eclipse) e uma garota legal. Pronto. Não almejo a presidência de uma grande organização. De ser um símbolo mundial. Ganhar o Nobel da paz. Tendo essas coisas e me relacionando bem com meus amigos, não preciso de mais nada.
Acontece que, voltando para o mundo real, você tem que se preocupar em sobreviver. Se preocupar em fazer sua aposentadoria, que será algo que você vai passar toda sua “juventude” batalhando, para que você possa “curtir a vida” quando já estiver velho. Se preocupar com seu emprego, afinal o mundo vive em crise e o mercado de trabalho é extremamente competitivo.
Pensando nisso, me veio o filme “Carros”, da Pixar, na cabeça.
Mimado – Acho que tudo isso que escrevi, é a descrição de uma pessoa mimada. Por mais que eu saiba o valor do dinheiro, nunca tive que ajudar a pagar as contas de casa. Nunca tive que pagar minhas próprias contas. Nunca tive uma responsabilidade muito grande. Se bem que “responsabilidade” não seria tanto o meu problema, uma vez que a área que estou trabalhando exige muita, e aparentemente estou dando conta. Mas de vez em quando bate uma sensação ruim.
Resumo (ou tentativa de) – Estou escrevendo até agora, já que não tenho aula, nem trabalho para entregar na facul, porém já olhando pro relógio e vendo as horas passando e vendo que logo-logo serão 21:00 e já começarei a me “recolher”, já que tenho que acordar às 4:50, para pegar no batente às 06:00. Começar tudo novamente.
Não estou vendo graça em nada (não estou falando de “humor). Não tem nada que me motive. Nada que me anime. “Salário?” não é esse tipo de motivação que me refiro. Estou cansado. Cansado fisicamente, tentando me adaptar à nova rotina, e psicologicamente. Cansado de ficar sempre batendo nessa mesma tecla. De nunca estar bom, de todo dia tentar achar algo que me faça mudar de idéia e ver como as coisas estão boas e como vão melhorar.
Falo isso não como um “maníaco depressivo”. Não vou desligar meu computador, sair de casa, subir num prédio e pular. Ainda estou munido da racionalidade, que é “uma faca de dois gumes”. Mas sinto como se a “magia” tivesse acabado.
Acho que acabei esquecendo de algumas coisas que queria falar nesse post, então acho que terei que completar em algum outro dia.
Digitei no Word e tem algumas coisas que ele “corrige” por vontade própria e você nem percebe. Não estou com saco para revisar todo o texto
Para não deixar o outro post sem um fechamento. Sim, minha avó já faleceu e não, não foi em Julho. Foi em junho mesmo..
Hasta..